segunda-feira, 22 de junho de 2015

Está na hora de transformar esta preguiça em músculos... De novo



Fácil? De jeito nenhum... Na real, está ainda mais difícil do que eu me lembrava.

Os meses longe da rotina de corridas estão cobrando o preço. Por mais que a disposição vá reaparecendo aos poucos e que acordar cedo não seja um grande problema para mim, ainda estou travando uma queda de braço com o condicionamento, que insiste em me esfregar na cara que o esforço é fundamental e que, pra chegar onde quero, vou ter que ralar um monte.

Por isso, como precisava começar por algum lugar, ignorei o frio, calcei o tênis e fui pra pra rua. A sensação de voltar para a boa e velha ciclovia da Av. Sumaré foi incrível, mas logo começou a dividir espaço com o cansaço que, até que eu entre em forma, parece que vai continuar aparecendo logo nos primeiros quilômetros.

Nos últimos três dias, percorri pouco mais de 18,5 km. Os 5k ainda estão acima dos 30 minutos (algo que ainda não me deixa necessariamente feliz), mas me consolo ao pensar que supero esta distância respirando e ainda movendo os pés.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Cadê o pique?




Acredito que, das muitas definições para o que sinto hoje com relação às corridas, a melhor é a de Haruki Murakami em seu “Do que eu falo quando falo de Corrida”. Mas, diferente do autor e maratonista, a Runner’s Blue, ou tristeza do corredor, não me abateu depois de uma ultramaratona. Na verdade, ela me pegou num período de lesão e, disfarçada de preguiça, tratou de minar o ímpeto e a disposição que me faziam saltar da cama às 4h40, todos os dias. Pouco a pouco, essa sensação foi transformando a rua, com a qual tinha um relacionamento próximo e cumplice, numa conhecida distante, daquelas para as quais se faz um aceno de cabeça apenas quando o encontro de olhares é inevitável.

Ok. Não posso dizer que foram só perdas neste período. Além de agradáveis manhãs preguiçosas com a minha esposa, durante o último período da gravidez e, mais recentemente, da adaptação ao nosso filho (que bagunçou um bocado com nossos horários), pude zerar de vez a lesão no tornozelo esquerdo que tanto me atormentava. Infelizmente, entre os ganhos, posso acrescentar também o peso, que ganhou a companhia de pesarosos 10 quilos.

Hoje, ao cruzar com a boa e velha Avenida Sumaré, senti saudades. Deu pra ver que alguns rostos não mudaram, mas de onde os vi, todos pareceram passar muito mais rápido do que eu costumava me lembrar.

Respirei fundo e percebi que era hora de fazer algo a respeito! 

Quer saber? Acho que o pique estar alguns quilômetros à frente. Precisarei correr até lá para encontrá-lo.