Anderson dos Santos
Nossos leitores mais
nerds (éééééé... nerd também corre) devem se lembrar que, em determinada época,
o personagem de quadrinhos Flash, o homem mais rápido do Mundo, valia-se de uma
fórmula geométrica para correr – ele a recitava e pronto, se transformava em um
relâmpago vivo.
Bom, gosto de pensar
que também tenho uma fórmula que me faz correr: coração + força = corrida.
Beleza, são duas
palavras fortes, mas daí te fazer correr?
Entendo a
desconfiança, mas deixe-me contextualizar, caro leitor.
Pra começar, estou
muito longe de ser um corredor (jamais me chamaria de atleta) regrado e
certinho. Também quero dizer que a primeira década dos anos 2000 seguiram sem
qualquer traço de atividade física (jornalista boêmio não conta idas ao bar como
exercício). Então, somente algo realmente poderoso poderia mudar meu adorável
universo inerte, certo?
Foi exatamente o que
aconteceu quando ouvi a frase "estamos grávidos".
Cara, fiquei tão feliz
e, ao mesmo tempo, tão preocupado que, por amor a Manu, meu biscoitinho, decidi
mudar.
Optei pela corrida,
por ser uma atividade simples (sabe de nada, inocente!!!) e, logo ao começar,
me apaixonei pelo esporte e por sua acolhida amorosa. Mesmo iniciantes, como
eu, sabem que não interessa se jovem, rápido ou profissional, a corrida recebe a
todos de braços abertos e eu sinto isso na pele o tempo todo, com gente me
dando força, dicas, convidando para provas e compartilhando seus sons
preferidos só para alegrar meu treino.
Logo, a única maneira
que encontrei para retribuir todo esse amor foi demonstrar força sempre. E não
se trata de quebrar recordes ou ir mais longe. Pra mim, quer dizer ter força
para vencer a preguiça e levantar quando minhas meninas ainda estão dormindo,
quer dizer lembrar o bem que a corrida me faz e ficar animado para treinar onde
e quando puder. Acima de tudo, ter força quer dizer agradecer por todo e
qualquer dia de treino (não tem jeito, sempre cedo à cobrança quando vejo meus
resultados no aplicativo, mesmo sabendo que deveria apenas ficar feliz por ter
feito).
Pode parecer bobagem e
autoajuda barata, mas não... Ninguém pode negar os resultados de minha fórmula:
já são dois anos ininterruptos de corrida, algumas provas e, hoje, faço uma
média de três treinos de 10 km por semana (no começo eram treinos de 15 minutos
e dores musculares incríveis).
E o mais bacana é que
continuo recebendo apoio para seguir em frente, especialmente de um dos
fundadores deste blog.
Magro, muito obrigado
por todo incentivo, inclusive este, para escrever e compartilhar tudo de bom
que a corrida nos traz.
Coração + força sempre e bora correr!
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